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SBPC pede a Alckmin que não desative e nem venda fazendas de pesquisas científicas

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, encaminhou nesta segunda-feira, 18, uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pedindo que o governo paulista abandone a iniciativa de desativar e vender fazendas dedicadas à pesquisa científica e tecnológica localizadas em diversos municípios do interior do Estado. “É uma atitude que nos preocupa bastante”, alerta a biomédica.

Em carta ao governador
de São Paulo, a presidente da SBPC alerta que somente com políticas públicas
que priorizam o setor de CT&I, além da educação, será possível superar
crises e retomar o caminho da estabilidade econômica e do desenvolvimento
social sustentável

 A presidente da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader,
encaminhou nesta segunda-feira, 18, uma carta ao governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, pedindo que o governo paulista abandone a iniciativa de
desativar e vender fazendas dedicadas à pesquisa científica e tecnológica
localizadas em diversos municípios do interior do Estado. “É uma atitude que
nos preocupa bastante”, alerta a biomédica.

 Segundo a
presidente da SBPC, os resultados com essas pesquisas, ao longo da história,
apresentaram impactos marcantes no desenvolvimento econômico de São Paulo. Ela
lembra que o Estado de São Paulo é o principal centro de pesquisas científicas
e tecnológicas do País e que, graças ao planejamento e investimentos que vêm
sendo executados desde o final do século XIX, com a implementação do Instituto
Agronômico de Campinas, o Estado foi pioneiro na realização de pesquisas
agrícolas.

 Na carta, Nader
diz que reconhece o esforço para o equilíbrio das contas públicas, diante da
recessão econômica, mas frisa que os ajustes fiscais não devem prejudicar o
investimento contínuo e permanente no desenvolvimento científico. “Somente com
políticas públicas que priorizam o setor de CT&I, além da educação,
poderemos superar esta e outras crises, e retomar o caminho da estabilidade econômica
e do desenvolvimento social sustentável”, afirma.

 Veja a carta aqui.

Jornal da Ciência